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Análise: mercado de construção no cenário atual

Diretores da Claassen analisam mudanças na área da construção civil. Escassez de terrenos, maior busca por qualidade de vida e novos formatos de habitação são algumas tendências.


Nos últimos anos, o comportamento do consumidor do setor de reforma e construção tem mudado devido as novas necessidades e estilo de vida trazidos, principalmente, pelas gerações mais jovens, como a busca por mais inovação, praticidade, tecnologia e funcionalidade dos ambientes. Imóveis antigos, com maior metragem e quantidade de cômodos, por exemplo, perdem lugar para empreendimentos menores, que oferecem outros recursos diferenciados.


Fernando Campos, engenheiro civil e diretor da Claassen Construtora, explica que a escassez de terrenos também contribui para essa tendência. “Como os terrenos estão mais escassos, por consequência os preços também sobem e, para as incorporadoras conseguirem executar esses empreendimentos, criam manobras para atender o público novo e, ao mesmo tempo, conseguir viabilizar tudo. Ou seja, aumentam a quantidade de unidades, diminuem as áreas, além de proporcionar diversas facilidades nos condomínios, como até coworkings”, comenta.


Porém, um ponto importante a considerar para os próximos anos, é a união da qualidade de vida dos grandes centros com as opções de imóveis maiores nessas regiões. “As pessoas que não se enquadram nesse perfil ou vão morar longe dos grandes centros, em busca de outros estilos de imóveis que atendam às necessidades, ou serão obrigadas a se mudar para um imóvel mais antigo e reformar. Vemos muitas reformas em ambientes assim, e aí é que entra o desafio das construtoras e escritórios de arquitetura de hoje em dia: conseguir adaptar os imóveis antigos para um conceito mais moderno e contemporâneo, que atenda tanto os perfis mais tradicionais, quanto os jovens com um estilo de vida completamente diferente”, explica.


Para Cristina Campos, arquiteta e também diretora da Claassen Construtora, adaptar todas essas questões atualmente é um dos desafios das construtoras. “Antigamente, as pessoas se orgulhavam em falar que a casa tinha 5 quartos e tantos cômodos. Hoje, recebemos muitos pedidos de reforma para aquele famoso conceito aberto, para integrar todos os ambientes e ter mais espaço que proporcione a união da família e, para um apartamento antigo, isso é um grande desafio. Por outro lado, os imóveis que já vem nesse novo conceito tem metragem menor, menos ambientes mas que também podem desafiar na hora otimizar o espaço, colocar todas as necessidades do proprietário dentro daquele imóvel menor, principalmente para quem está acostumado com espaços maiores”, comenta.


Existem também outras necessidades para o futuro que precisam ser consideradas hoje. “Em paralelo a isso, a população brasileira está envelhecendo e, daqui a 20, 30 anos, será muito mais semelhante à população europeia, por exemplo. Então, pensar em empreendimentos que supram as necessidades também dos idosos, com detalhes que facilitam e melhoram a experiência do cliente e, por consequência, também valorizam na hora da venda - como colocar tomadas mais altas, ou então não utilizar degraus e nivelar a sacada com a sala -, não custam nada a mais e fazem toda a diferença. Tem muita gente estacionado ainda, fazendo o arroz com feijão que dá certo hoje, mas que talvez não dê certo amanhã”, fala Fernando.


Mudança de comportamento na pandemia


Além dessas novas características de comportamento que vem se desenvolvendo ao longo dos últimos anos, outras tendências surgiram também com a pandemia. Ao passar mais tempo em casa, os clientes têm olhado mais para seus imóveis em busca de novas adaptações que tragam mais conforto e praticidade.


“Com as pessoas mais em casa, aqueles vícios ocultos das construções ficam mais evidentes, esses problemas começaram a ser percebidos pelas famílias e, com isso, a demanda para renovação de reforma de ambientes subiu muito. Os clientes ligam dizendo ‘eu não aguento mais a minha casa’, seja desde um detalhezinho até a residência inteira”, comenta o engenheiro. Cristina explica que “antes, as pessoas tratavam as residências como um dormitório, mas agora com a pandemia e a permanência por mais tempo dentro de casa, você começa a perceber que precisa dela também para estar com a família, para trabalhar, então esses vícios ocultos acabam incomodando”.


O espaço home office também se tornou um pedido frequente. “Antigamente, quando precisava mesmo ter um espaço para trabalhar, qualquer lugar servia de estação de trabalho. Hoje, isso muda completamente. Com a família toda em casa, existe a necessidade de ter um espaço exclusivo para isso, porque o tempo de homeoffice está muito maior do que antes da pandemia.”, comenta a arquiteta.


Para Cristina, outro ponto que se tornou um destaque nos últimos meses é o próprio layout do imóvel, pensando na higiene e limpeza dos ambientes. “Hoje, recebemos muitos pedidos para ter um espaço de higienização ao entrar no apartamento, o lavabo, principalmente, está muito visado. Na cozinha, por exemplo, temos trazido muito as diretrizes de cozinhas industriais para projetar as residenciais, pensando no fluxo do ambiente, onde entra alimento que vem de fora pra não ter contato com alimentos que já estão dentro de casa”, explica.


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